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PIRACAIA NA LEITURA – MINIBIBLIOTECAS NOS PONTOS DE ÔNIBUS DE PIRACAIA

Projeto de incentivo e apoio à leitura nos pontos de ônibus da cidade de Piracaia – SP.

É gratuito e sem burocracia.

PIRACAIA NA LEITURA –    MINIBIBLIOTECAS NOS PONTOS DE ÔNIBUS DE PIRACAIA

Pontos de ônibus com Piracaia na Leitura:

Posto de Saúde, Santo Antônio, Jd. Sudô, Sr. Raimundo (“Zoca”), San Marino, Pouso Alegre e Terminal Rodoviário de Batatuba, ponto da “Merenda Escolar”, Bairro do Pião.

Doações de livros: 11 99857-0071 (falar com Amanda)

 

Piracaia na Leitura 

Em junho de 2015 o projeto Piracaia na Leitura completa 1 ano. A primeira minibiblioteca em ponto de ônibus de Piracaia foi inaugurada no ponto em frente à Cadeia Pública e ao Posto de Saúde,  no aniversário da cidade, em 16 de junho de 2014. 

Hoje, nove meses depois, já são 6 minibibliotecas e uma sala de leitura no Terminal Rodoviário de Batatuba. Mais de 2.000 livros foram colocados em circulação e mais de 5000 já foram recebidos por meio de doação e em breve estarão também disponíveis nas casinhas.

Os idealizadores e coordenadores do Projeto, Amanda Leal de Oliveira e Marco Maida, comemoram esse primeiro ano valorizando a participação e o envolvimento do poder público e dos moradores de Piracaia no Projeto.

“Desde a escolha do nome, que contou com a parceria da Prefeitura e foi decidido por meio do voto de todas as crianças das escolas da cidade, à criação do logotipo do Projeto (cedido gentilmente por Edu Filomeno, design e morador de Piracaia), até a confecção das  minibibliotecas (realizadas pela equipe da Garagem da Prefeitura e por Renato de Paula e Nilton Zago, da Alto Design Marcernaria), às doações dos livros, tudo, tudo, tudo contou e conta com o apoio permanente da população de Piracaia” – afirma Amanda.

“Sem dúvida, o envolvimento e a parceria tanto do poder publico como da população são pontos fortes do Piracaia na Leitura”,  confirma Marco.

Como resultado, o Projeto vem vencendo a cada dia os desafios que se apresentam em iniciativas como esta.

O primeiro, foi o de mostrar que é possível uma intervenção de qualidade em um espaço público, para uso de todos: “Logo que apresentávamos a ideia, era muito comum ouvir: “Mas isso não vai dar certo, vão depredar as casinhas, vão destruir tudo em uma semana”.

Marco e Amanda defenderam que essa crença não deveria ser empecilho à realização do Projeto: “Acreditamos que para cada 1 que pode vandalizar, existem 9 que irão apoiar, reconhecer e cuidar”.  E foi exatamente o que aconteceu. Todas as minibibliotecas permanecem em pé, estão  sendo bem cuidadas e utilizadas. “Em dias de chuva, as casinhas são fechadas pelos próprios usuários dos pontos de ônibus, para que os livros não fiquem expostos e molhados”- conta Marco.

Os coordenadores do Projeto passam semanalmente em todos os pontos para verificar como estão as minibibliotecas, repor os livros e revistas e conversar com os leitores. “Conseguimos o apoio da Prefeitura no transporte e isso garantiu uma rotina ao Projeto, semanalmente as minibibliotecas têm seu acervo atualizado”, afirma Amanda.

O segundo desafio que o projeto venceu refere-se justamente à crença no “sumiço dos livros”; “Ah, isso não vai dar certo, pois vão roubar todos os livros”.

Não é o que os coordenadores do Projeto afirmam. Apesar de não haver nenhum controle na retirada dos livros,  nas visitas semanais às minibibliotecas, Amanda e Marco reencontram muitos livros que não estavam na semana anterior, revelando que os leitores estão devolvendo os livros que leram.

“Mas podemos afirmar que nossa preocupação não é, de fato, com o controle dos livros, e sim, ao contrário, com os leitores. Estamos muito satisfeitos pois vemos que os livros estão saindo das prateleiras para chegar à casa das pessoas” – afirma Amanda.  No mesmo sentido, completa: “Ninguém é obrigado a pegar um livro no Piracaia na Leitura. Os livros estão disponíveis para quem quer ler. Se um livro foi colocado em um ponto de ônibus e não está mais lá, é porque alguém se interessou por ele e quis levá-lo. Isso não é ótimo?”.

Amanda e Marco reconhecem que muitos livros não foram mais vistos, e que estes podem estar em outras cidades ou esquecidos em alguma bolsa: “É engraçado porque não há uma pessoa que eu converse sobre o Projeto e que não me diga: “Nossa, eu estou com livros para devolver!”,  relata Amanda.

Ou seja, há o tempo da leitura de cada um: “Às vezes eu demoro seis meses para conseguir ler um livro. Às vezes um ano. Não significa que eu não queira devolver o livro nunca mais, ou que eu o tenha roubado. Apenas significa que no Projeto Piracaia na Leitura estamos deixando que o tempo de cada leitor seja mais importante do que o prazo para devolução.” – considera Marco Maida.

A sala que o Projeto mantém dentro do Paço Municipal está repleta de livros doados – recentemente, precisou até de novas doações de estantes e prateleiras -  revelando que, ao contrário do que poderia parecer, a falta de livros não será um problema para as minibibliotecas.  

O próximo desafio
Já existem pessoas da cidade solicitando novas minibibliotecas para outros pontos de ônibus, mas a coordenação do Projeto optou por garantir a manutenção desses 7 pontos de leitura, antes de ampliar.

Com a estrutura do Projeto atual, não é possível, ainda, crescer mais. São três voluntários cuidando do dia a dia do Projeto (Amanda, Marco e Ana Maria, estudante universitária e moradora de Piracaia).

“O projeto exige uma manutenção constante. Recebemos as doações de livros e revistas, selecionamos aqueles que irão para as casinhas, carimbamos todos. Também verificamos aqueles que precisam de reparos e fazemos os reparos. Não adiantaria inaugurar mais minibibliotecas se não pudermos visitá-las constantemente, repor os livros e manter contato com os leitores.”, considera Amanda.

O desafio atual do projeto é justamente a manutenção das minibibliotecas existentes e a consolidação de uma estrutura mais perene para o projeto. Apesar das casinhas estarem protegidas pelos pontos de ônibus e serem cuidadas por todos, há o desgaste natural do tempo e da exposição. “Todas as casinhas são de madeira e estão precisando renovar a pintura, de novos  adesivos com as informações do Projeto e consertar as tramelas”, afirma Marco. “Retiraremos todas as minibibliotecas agora em abril para fazer essa reparação”.

No mesmo sentido, os coordenadores estudam meios de colaborar para que “Piracaia na Leitura” se torne uma política pública de fato, dotada de orçamento próprio para manutanção, funcionário, etc: “Desejamos muito que o projeto seja incorporado pelo Município e não dependa de nós, ou somente de boa vontade política e de voluntários para que siga existindo”.

Este é mais um desafio, que, assim como os outros, esperamos que seja superado.

 

https://www.facebook.com/piracaianaleitura

www.unaghi.net

 

Um comentário

  1. Ana Maria Portela

    Parabéns pela iniciativa! belo trabalho!

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